quinta-feira, 16 de março de 2017

Tempos Modernos!

 
Texto interessante retirei do site golfinho.com.br  .
 
Numa era onde muito se faz usando a máquinas, celulares e computadores, que saibamos aproveitar o que eles tem de bom a oferecer.


Metáfora da Semana 10, em 11 de Março de 2017

Quindins na portaria

Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, "Fidelidades", onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio de Mário Quintana: "Para estar ao lado sem pesar com a presença".   Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque não pesar aos outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.
Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura.
Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.
Ah, pesa. Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados.
Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.
Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone.
Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.
Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.
Pessoas estão jantando.
Pessoas estão preocupadas.
Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.
Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando.
Avise que está a caminho. Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.
Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los, sabendo que nada interromperei do lado de lá.
Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade.
Dizemos pelo computador coisas que, face a face, seriam mais trabalhosas.
Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo?
Nem se discute que o encontro é sagrado.
Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios.
Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela.
Quando mando flores, vou junto com o cartão.
Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes.  Também é estar junto.
Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.
Crônica de: Martha Medeiros  

sábado, 31 de dezembro de 2016

O Presente





O Presente.

Vésperas de Ano Novo, mais um plantão já que fiquei pela cidade. Esse estava calmo. Atendo um paciente, meia idade, com algumas coisas da vida em comum. Vem ao pronto socorro com diagnóstico já feito, na esperança de evitar que sua dor nas costas piore como em vezes anteriores. Não era só mais um paciente com dor nas costas que veio querendo um milagre para ela. Veio já ciente de sua condição, e fiquei feliz em ouvir que ele já tomava em sua vida diária as medidas necessárias para evitar que a dor surgisse. Músico, passa muitas horas na mesma posição, e ele mesmo já havia adaptado seu modo de tocar e segurar o instrumento , e notou que houve importante melhora na dor, e diminuição no número de episódios da tal lombalgia. Fez seu desabafo sobre o medo de travar como das outras vezes, explicando o porquê de ter ido ao pronto socorro. Conversei com ele, e fiz uma medicação, dei algumas orientações, e disse que o veria novamente após a medicação realizada para deixar alguma coisa para casa caso precisasse, e dar algumas outras explicações para melhorar sua dor.
No mesmo dia atendi uma senhora, seus oitenta e poucos anos, bem forte pelo jeito de andar, apesar da idade e queixa. Tinha também uma dor crônica no quadril direito. Nem bem entrou no consultório, já colocou para fora sua queixa local, e sua indignação pela falta de diagnóstico preciso mesmo após passar por vários médicos. E veio na sequência outros motivos pelo qual estava nervosa e triste, problemas pessoais, o choro e os pedidos de desculpas pelo choro. Eu falei que podia chorar. Então ela começou , bem segura de si a falar que eu tinha que resolver o problema dela, que ela não aguentava mais, despejou seus exames em cima da mesa do consultório, de meses atrás e um recente, e que já tinha feito de tudo e nada melhorava sua dor. Que após a morte de um parente, a dor voltou e não passou mais. Respirei fundo e pedi a Deus e meus Anjos da Guarda que me ajudassem a conduzir da melhor forma aquele caso, e que me protegessem diante de tamanha insatisfação, que eu conseguisse fazer algo. Pedi então para a paciente para examiná-la, ela dizia bem segura que nada doía, só quando andava, uma dor na lateral do quadril direito que descia para a coxa. Repetia que não tinha nenhuma limitação de movimentos. Pensei, hora, porque está tão nervosa então, já sei.... A dor.... E eu teria que resolver isso. Foi então que ela me perguntou se ela ia morrer daquilo. Médicos são seres humanos, e comecei a ficar com a paciência no limite. Eu disse que geralmente dor nos membros não mata as pessoas. Então ela reclamou dos atendimentos anteriores, que falaram que era o fêmur e que ela foi lá para saber se era mesmo. Em alto e bom som me disse “ quero garantia de que é ou não meu fêmur”. Nesse momento me irritei, por mais que lembrasse dos ensinamentos de Dalai Lama, como ser humano, que também sente e tem lá suas dores, explodi educadamente um : “Garantia só tenho uma, que eu vou morrer... Todos nós vamos morrer um dia... “, a senhora se assustou, e eu também. Fiquei chocada com a “Garantia de que eu vou morrer...”, refleti em segundos afinal gosto de viver “perigosamente” escalando e mergulhando por aí. Risco que se corre ao viver intensamente. Enfim, já tinha falado, e serviu pelo menos para a senhora modificar seu jeito de falar comigo. Recuperada da explosão de sentimentos , não sou Deus, não tenho como garantir nada, fui ver os exames da paciente e identifiquei uma alteração  que poderia estar causando sua dor, e colegas não haviam identificado. Tentei explicar, e novamente ela queria garantias de que o problema não era no fêmur. Pacientemente expliquei que o que aparecia de seu fêmur nos exames não tinha nada, ao meu ver, que fosse grave, que eram apenas alterações pertinentes a sua idade. Ela mais algumas vezes, agora se desculpando pela insistência, perguntou de novo se não tinha nada no fêmur, expliquei que o que eu tinha observado era fora, no meio da musculatura e poderia causar a dor, que tentaria tratar com fisioterapia e medicação e achava bom ela consultar um colega especialista para acompanhar seu caso , caso não melhorasse tentar alguma outra medida. A senhora no final , perguntando mais algumas coisas se não tinha nada no fêmur, foi embora e me abraçou, dando um beijo no rosto e que se a dor melhorasse, voltaria para agradecer de joelhos. Eu disse, pensando em alguns amigos e familiares que tem muita saúde, mas às vezes procuram “doenças” neles mesmos e nos outros, “Senhora, não precisa vir agradecer de joelhos, ficarei muito feliz se a senhora pensar que tem saúde e força para aproveitar a vida, esforce-se para pensar em coisas boas, a senhora é muito forte! Pense na saúde que tem. “. Ela foi embora com minhas receitas e feliz.
Voltou o músico da medicação, bem melhor, e começou a falar sobre a vida. Como o plantão estava calmo, eu aproveitei e ouvi suas histórias e me identifiquei com algumas delas. Ele falou sobre depressão, e conversamos sobre como só quem tem algo parecido sabe que não é frescura ou moleza, como é química a coisa, e como quem tem, melhora quando a parte química é equilibrada usando recursos adequados e fazendo um bom acompanhamento com uma boa equipe médica. Contou como quando se é pai, tudo o que se faz é pensando primeiro nos filhos, e fez um desabafo sobre como a classe de artistas é pouco valorizada no Brasil. Eu compreendia bem o que ele falava, disse que toco piano desde nova. E refletindo enquanto ele falava, fui lembrando dos quantos amigos que tenho, das minhas andanças e aulas pelas escolas de música, teatro e dança que passam aperto exatamente como ele falava. Da instabilidade e o quão tensos ficam devido a essa instabilidade. Falou sobre um episódio com sua filha,  alguma intercorrência médica quando pequena, momentos de tensão junto a sua esposa, falou sobre acreditar em algo maior que o que vemos com esses olhos humanos e contei para ele sobre uma experiência minha, passada dias antes. Mais precisamente na manhã do meu aniversário, dia 15 de novembro, num voo Natal – Recife – São Paulo, após dias de mergulhos maravilhosos com meus amigos do mundo subaquático. Eis aqui “O Presente”, título desse texto, que há dias penso em como registrar. Com essa reflexão entre fim de ano, trabalho, dores de pacientes, alegrias de amigos, arte, vida, registro meu “O Presente”:

“Estávamos todos em nossas poltronas, no fundo do avião. Um voo da Azul, que começou às 6 horas e pouco da manhã em Natal, escala em Recife, para retornar a São Paulo depois de uns ótimos dias de sol, mergulhos e praia com antigos e novos amigos, para dar continuidade às comemorações do meu aniversário. Era 15 de novembro de 2016. Todos conversando, eu após uma divertida “confusão” de troca de  lugares, sentada ao lado da minha dupla, observando o plano de voo na tela a minha frente, gosto muito de acompanhar no mapa, por onde estamos passando. Pensando “já em Minas com Rio de Janeiro, logo chegaremos! “. Ainda ia almoçar com a família naquele dia, mais comemoração. Foi então que uma das comissárias faz um pedido.... Que se algum médico estivesse à bordo, por favor se apresentasse com sua identificação para um atendimento médico, que se voluntariasse... Viajo muito, e tinha muito medo de um dia ser chamada num voo. Várias vezes falei sobre isso com amigos, sobre o que fazer se estamos diante de uma pessoa passando mal em algum lugar que não seja nosso ambitente de trabalho, onde temos os recursos necessários para atender e “salvar” vidas. Muito medo eu tinha de num voo chamarem para ver alguém, e esse alguém fosse um adulto infartando. O que poderia ser mais assustador para mim que um adulto infartando? Discuto muito esse tema pois, com a evolução da medicina, as diferentes especialidades, acabamos perdendo a mão para certos tipos de atendimentos. Eu , traumatologista, mais lido hoje em dia com fraturas, atendimento ortopédico de urgência. Há muito que não participo de uma reanimação. Claro que estudei, estudamos, todos nós médicos em suas diferentes especialidades, mas como outras atividades, se não praticarmos perdemos a eficiência para fazer algumas coisas. Sorte a minha, sempre gostei de urgências e emergências. Eram os estágios e matérias que eu mais gostava na vida acadêmica. Pronto Socorro, de tudo! Cirurgia de Emergência era minha outra opção para seguir como especialidade, mas acabei escolhendo a Ortopedia. Escolhi também trabalhar em PS, plantão, é o que gosto, e talvez por isso ainda tenho em minha mente os passos para atender urgências e emergências. Tenho uma cadeia de passos registrados em minha mente para seguir durante a avaliação de um paciente politraumatizado, de uma pessoa inconsciente.... E por forças que não sabemos de onde vem, como disse o paciente músico em seu desabafo, esse ano fiz duas revisões onde vi de novo sobre reanimação e atendimento de pessoas inconscientes, crianças e adultos.
Por segundos no voo ao ouvir o pedido da comissária, pensei, “Não sou médica, sou ortopedista”, uma brincadeira comum entre colegas médicos. Pensei, mas nem completei o pensamento, pois quando me dei conta os amigos mergulhadores, ao final do pedido anunciado pela comissária, viraram-se todos para minha direção e não pude optar em não me voluntariar. Disse calmamente, está bem gente, já vou... Levantei, uma comissária veio perguntar se eu era médica , disse que sim, ortopedista e me acompanhou até a frente da aeronave onde uma criança no colo de sua mãe esperava. No trajeto até a criança a comissária me disse que a pequena tinha vomitado e estava muito mole, se eu podia dar uma olhada. Chegando à criança, uma outra moça apareceu, e um moço. Fiquei feliz em perceber que não estava sozinha. Ela Otorrino, ele Psiquiatra. Bom, uma Ortopedista, uma Otorrino e um Psiquiatra, acho que conseguiríamos fazer alguma coisa que um Pediatra faria, até falei isso no final do atendimento brincando mas os colegas estavam tensos e nem acharam graça no desabafo. Pelo menos tentaríamos. A criança não reagia, tinha 1 ano e 4 meses aproximadamente. Pusemos deitada no banco das comissárias e nesse momento, olhei para seu esterno já pensando numa reanimação, e pensei “Senhor, por favor não deixe essa criança morrer aqui! “, vi que a barriga se mexia, peguei sua pequena mão, percebi que estava quente, e perguntei para a mãe qual o nome. A mãe disse e eu comecei a chamá-la pelo nome, sem nenhuma resposta. Vi que seus lábios estavam brancos, cinzas, suas pupilas fixas, pensei novamente “Senhor, que essa criança não pare aqui...”. Deitada ficou mais mole, a cabeça pendia sem controle, segurei a cabeça, a Otorrino sentou a criança, palpava a barriga, o Psiquiatra segurava o pezinho e enquanto a mãe desesperada perguntava o que ela tinha e pedia para por favor ajudarmos que ela não viveria sem ela, ele dizia para a mãe que tudo ficaria bem. Fui conversando com a mãe, se a criança tinha algum problema de saúde, se tinha engasgado, se tinha dado alguma medicação e num estalo, olhei para a comissária e perguntei “Vocês tem oxigênio? Traga rápido por favor.”, ela disse que tinha, trouxe rápido, primeiro cilindro emperrado, trocamos e coloquei a máscara na boca e nariz da pequena, olhando de tempos em tempo para ver se a cor voltava e se acriança reagia. Outro estalo “estetoscópio vocês tem? Por favor tragam”, e assim que chegou a Otorrino pegou, auscultou, viu que batimentos estavam presentes, e eu continuei na cabeça a ver se os lábios coravam, se os olhos reagiam. Contando parece muito tempo, ao vivo uma eternidade, mas imagino que foi muito rápido no tempo do relógio. Então a boquinha começa a manifestar os primeiros sinais de reação, os dentinhos aparecendo na tentativa de pronunciar algum balbucio, e eu vendo que a criança está voltando fico feliz e animada e digo mãe, fala com ela mãe, olha só, ela está voltando, está acordando”, chamo a criança pelo nome , ela abre os olhos e me observa atentamente. Outro estalo  “Lanterna, vocês tem lanterna? “, e a comissária me indica a lanterna de emergência ao meu lado, pego e avalio as pupilas da menina, reagindo! Respiro aliviada, e imagino que agora a criança ia ficar bem. Tudo isso sentindo os efeitos dos procedimentos de aterrissagem, estávamos perto de pousar. Passamos o caso para o comandante que já havia pedido autorização de aterrissagem em Guarulhos, e atendimento dentro da aeronave pela equipe de socorro do aeroporto. Um dos médicos à bordo ficaria sentado com a mãe e a criança até a equipe de regate entrar no voo. Minha colega Otorrino foi a escolhida, eu num momento pensei puxa porque ela e não eu, mas logo pensei, formamos uma equipe os 3 médicos à bordo, nossa missão foi salvar aquela criança, e se não estivéssemos juntos não sei o que teria acontecido. Nada de glórias ou ser notícia... Menos Tatiana! Volte para a terra, eres só mais uma em 7 bilhões. Segui com o torpedo de oxigênio até acomodarem a criança e mãe no local, sendo observada o tempo todo por aqueles olhos agora muito bem ativos e reativos do presente de aniversário chamado Bianca. “

O nome dos colegas médicos daquele dia não sei, só sei que algo nos conectou de alguma forma, e acabei vendo que ser médico é como andar de bicicleta, uma vez aprendido, você pode cambalear no recomeço mas acaba lembrando. Some a isso a conexão com Deus, Anjos, Espíritos, Energias do Universo, como queiram chamar!

Um ótimo ciclo de vida para todos é o que desejo para este novo ano! Paz e Saúde!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Amizades...

 "É preciso ter sempre em nosso coração um canto aberto e livre para dar lugar às opiniões de nossos amigos." 

Joubert

 





 


Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, eu perdia a paciência à menor provocação.
Na maioria das vezes, depois desses incidentes, me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
 Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas a um amigo, depois de uma explosão de raiva. Após o ocorrido, ele me entregou uma folha de papel lisa e me disse:
– Amasse-a. Bem apertada.
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
– Agora, deixe-a como estava antes – disse o professor.
Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.
Então, o professor me explicou:
– O coração das pessoas é como esse papel. A dor que a eles causamos será tão difícil de apagar como esses amassados na folha.
Assim, aprendi a ser mais compreensivo e paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro daquele papel amassado. A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.
Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais… Me lembro de um antigo ditado: “Fale somente quando suas palavras puderem ser tão suaves como o silêncio.”
Seremos sempre responsáveis pelos nossos atos, nunca devemos nos esquecer disto.
Autor desconhecido.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Kilimanjaro.... O desfecho!

E aqui vai o final da história sobre a Expedição Solidária ao Kilimanjaro com o Gente de Montanha, muito bem conduzida pelo grande Alpinista e Guia Maximo Kausch. Que venham as próximas! Pelo Brasil e mundo afora....

Kilimanjaro Parte 6



  Cume do Kilimanjaro com Maximo e Vitor.

             
              As crianças do Kilimanjaro!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Histórias da vida! Médicos....

Volto de mais um plantão, bem trabalhado, plantão para o qual fui ontem cedo esperando ficar como a única ortopedista e sem colega da cirurgia geral, preparada para a "guerra ", mas surpreendentemente chego lá e recebo a notícia de que um colega foi substituir o meu dupla que estava aproveitando merecidas horas de folga, e uma das colegas cirurgiãs com a qual gosto muito de trabalhar foi substituir o outro cirurgião ausente! Plantão cheio como sempre mas com equipe completa e trabalhando em sincronia para melhorar as condições daqueles que por lá estiveram nas 24 horas. Volto cansada, com sono mas satisfeita e feliz! Antes de colocar o sono em dia,  lendo algumas coisas interessantes por aqui, encontrei esse pensamento e essa história, de surpresas preparadas pelo Universo... Compartilho! Ótima semana a todos!


" Muita gente perde a calma só de ver alguém manter a sua." 
  • Frank M. Colbi


                      
                   Em algum lugar da Serra da Mantiqueira.... Para manter a calma!

 
 

História que a vida escreveu

Um famoso escritor conta a história de uma família rica, que foi convidada a passar um fim de semana na bela propriedade de uma outra família: a casa dos Churchill.
As crianças se divertiam porque havia uma deliciosa piscina na propriedade.
No último dia, ocorreu uma tragédia. O menino menor quase afundou. As crianças puseram-se a gritar, procurando alcançar com as mãos o pequeno, que se afogava, mas inutilmente. Por fim, o pequeno Alexandre Fleming, filho do jardineiro, ouviu os gritos e saltou dentro da piscina, salvando assim o menino.
Quando o pai ouviu a história, sua gratidão não teve limites. Ele se dirigiu ao senhor Fleming, o jardineiro, e disse:
- Seu filho salvou a vida do meu filho, o que posso fazer pelo senhor?
- Ora, o senhor não precisa fazer coisa alguma, disse o jardineiro, meu filho fez o que qualquer outro faria.
- Mas eu preciso fazer alguma coisa pelo seu filho. Que apreciaria ele?
- Bem, desde que aprendeu a falar, tem manifestado o desejo de ser um médico.
O homem estendeu a mão ao senhor Fleming, e disse:
- Seu filho freqüentará a melhor escola de Medicina que houver na Inglaterra.
E sustentou a palavra.
Ao final da Conferência de Teerã, o mundo foi sacudido com a notícia de que Churchill estava doente com pneumonia. Os meios de comunicação da Inglaterra transmitiram por toda a nação, o desejo de que o melhor médico do Império Britânico tomasse um avião para Teerã e assistisse ao Primeiro-Ministro.
Esse médico foi o Dr. Fleming, o descobridor da penicilina. Os seus esforços foram coroados de êxito. Mais tarde, Winston Churchill eletrizou o mundo com a declaração:
"Não é sempre que um homem tem a oportunidade de agradecer ao mesmo homem por haver-lhe salvo a vida duas vezes".
O pequeno Fleming, que havia salvo a vida do pequeno Churchill, quando este se afogava numa piscina, tornou-se o Dr.Fleming, que de novo lhe salvou a vida.
O pai de Winston Churchill jamais sonhara, que, ao dar à Alexandre Fleming a oportunidade de estudar na melhor escola de Medicina da Inglaterra, estava provendo o meio de salvar a vida do seu filho, pela segunda vez, através do mesmo homem.
Autor desconhecido

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Expandindo horizontes! Em busca de novas experiências de vida.

Antes de deixar o link para a parte 5 da Expedição Kilimanjaro, deixo aqui uma linda mensagem por uma animação. Chama-se "Piper". Sobre as grandes oportunidades que surgem quando nos arriscamos a experimentar o novo sozinhos, mesmo tendo algumas dificuldades no caminho. Muito bonita a mensagem! Apesar de nossas limitações e diferenças, podemos nos adaptar e encontrar uma forma de aproveitar as coisas boas da vida! Bom dia! E que seja um ótimo mês!

Piper - Curta da Pixar.



E aqui a continuação da visita ao ponto mais alto da África! Saiu no site AltaMontanha como final, mas por problemas técnicos meus rsrsrs... Esta é a quinta parte ainda. Em breve o desfecho!

Kilimantaro Parte 5


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Cuidar do ser humano!

Estou aqui em mais um plantão,  e como sempre coisas boas e intercorrências podem acontecer.  É isso o que tem de bom do trabalho no PS. Movimento. Mas uma coisa me chateia... Desentendimentos... Hoje um contratempo com alguém no plantão,  que pela segunda vez me chateou, mas como ser humano que sou acabei dessa vez não deixando de lado ... Falei o que me incomodou,  um pouco de um modo ortopédico de ser... Mas saiu... Não deu para segurar .... Antes de ortopedista sou médica,  e onde estudei aprendi a ver os pacientes como seres humanos que sofrem e sentem. Merecem ser tratados não só como " uma fratura de perna" ou um "cardiopata" ... Enfim... Venho fazer uma pausa e checando minhas mensagens encontro mais uma parte da viagem ao Kilimanjaro publicada. E bem na parte onde Max Kausch e eu ajudamos uma pessoa no meio do caminho. E eu como Médica Ortopedista, acabei usando os conhecimentos sobre exame físico pulmonar há muito tempo aprendidos e que por motivos de especialização ficaram guardados para uma ocasião onde fossem necessários.  Bom... Como precisei falar hoje, para não engolir, não trato ossos... Cuido de pessoas completas! A coisa boa foi que no mesmo plantão pude rever uma pessoa muito querida e cuidar de seu filho, e atender muitas outras pessoas e ouvir e aliviar um pouco suas dores. Aí vai a parte 4 do Kilimanjaro!  Compartilhem...

Kilimanjaro Parte 4

         Foto de Felipe,  minha amiguinha do             Orfanato. A que pulou dentro da van!